Produto polêmico contra a obesidade começa a ser usado na Grã-Bretanha

O novo equipamento se parece com um comprimido grande. Depois de ser inflado, fica mais ou menos do tamanho de uma maçã.

Começou a ser usado na Grã-Bretanha um produto novo contra a obesidade. Novo e polêmico.
Um em cada quatro britânicos é obeso. Em 40 anos, eles serão metade da população. O novo equipamento se parece com um comprimido grande. Depois de ser inflado, fica mais ou menos do tamanho de uma maçã.
A principal diferença deste para outros modelos de balões gástricos é que para colocá-lo no estômago do paciente, o médico não precisa de cirurgias nem de anestésicos.
O balão é engolido. Quando chega ao estômago, a cobertura de gelatina se dissolve e ele é inflado por um tubo muito fino, que depois é recolhido pelo médico. O procedimento dura 15 minutos e cada paciente pode receber até três balões. Três meses depois, eles são desinflados e retirados em uma endoscopia.
Helene, uma das pacientes em quem o balão foi testado, perdeu mais de 8 quilos. “Eu me sinto muito bem agora”, diz ela.
Os médicos alertam que o novo equipamento é útil, mas não faz milagres: “O balão ajuda a acostumar o cérebro a porções menores de comida, e também motiva os pacientes, já que vão perder um pouco de peso e saberão que é possível seguir emagrecendo depois que o balão for retirado”.
A intenção é fazer com que o paciente se sinta saciado, literalmente de barriga cheia. Assim, ele não conseguirá comer um lanche inteiro. Uma das preocupações é que, quando o balão for retirado, a pessoa volte a comer tudo, o que provocará o chamado efeito sanfona, aquele engorda-emagrece constante, que faz tão mal à saúde.
O tratamento, disponível na Inglaterra, ainda não foi aprovado pela agência que controla remédios e alimentos dos Estados Unidos. Os médicos alertam que, para combater a obesidade, alimentação saudável e exercícios ainda são as melhores opções.
O fabricante do balão admite o risco de ele se romper no estômago e obstruir o intestino. Mas afirma que tomou todas as medidas pra reduzir esse risco ao máximo. E que, nos testes feitos até agora, não aconteceu nenhuma vez.

Deixe um comentário

Seu e-mail não será publicado.

*